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sexta-feira, 27 de julho de 2007

Para um Avó Muito especial...

Ontem foi o dia do Avós...

O que dizer desta "instituição" cada vez mais importante nos dias de hoje?

O que dizer de alguém que nos ajuda a criar os nossos filhos, sempre com um sorriso, que os ama e os transforma no centro da sua vida (contrabalançando a nossa falta de tempo, de paciência, de disponibilidade...), que os embala quando choram...

Que dizer de alguém que olha pelas nossas crianças, que lhes dá todo o amor e todo o carinho que lhes é devido?

O que dizer? Não sei! Talvez um muito Obrigada, por eles e também por nós!



E... para uma avó muito especial...A avó "Maiaxinha" de quem as minhas "pestinhas" gostam muito... Um Obrigada do tamanho do mundo!

terça-feira, 24 de julho de 2007

A "Minha" Cidade dos Anjos



Hoje em vez de dúvidas, gostaria de ter certezas...

Gostaria de acreditar que tudo tem um propósito, tudo tem uma razão de ser e de existir. Mas hoje e, logo hoje, não o consigo fazer... Estou cansada, farta!

Apetecia-me tanta coisa e ao mesmo tempo nada!

Apetecia-me fugir e ao mesmo tempo ficar!

Apetecia-me rir e ao mesmo tempo chorar!

Apetecia-me sonhar...sonhar que existem anjos no meio da multidão, no meio da confusão...

Apetecia-me acreditar e duvidar!

Apetecia-me ser alguém e não ser ninguém!

Apetecia-me sonhar...sonhar com anjos que se passeiam no meio de nós, que nos dão a mão quando precisamos (mesmo que não o percebamos)...

Hoje apetecia-me ser crente mas também céptica!

Hoje apetecia-me ser tudo o que sou ... mas também não ser nada, não ser ninguém!

Hoje só me apetecia ...estar na minha cidade dos Anjos e daí...não sair nunca mais!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Poema à Mãe (dedico-o à minha...)



No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade